
Entre 12 e 20 de novembro de 2017, os professores Braz de Jesus Cardoso Filho e Anderson Vagner Rocha, pesquisadores do laboratório Tesla Engenharia de Potência, da UFMG, estiveram no CALCE (Center of Advanced Life Cycle Engineering), na Universidade de Maryland - USA, para participar de uma capacitação em análise de falhas em dispositivos eletrônicos.
Além de participarem do curso, os pesquisadores do Tesla deram início a parcerias na área de confiabilidade com a universidade americana. O CALCE, localizado na Universidade de Maryland, em College Park, Maryland, é um centro de pesquisa universitário focado na avaliação de riscos, gerenciamento e mitigação falhas de produtos e sistemas eletrônicos. Trata-se do maior centro de pesquisa existente sobre confiabilidade de produtos e sistemas eletrônicos. O CALCE foi criado em 1985 com o apoio da Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos, para ser um centro de pesquisa cooperativa da indústria universitária americana. O centro dedica-se a fornecer uma base de conhecimento e recursos para apoiar o desenvolvimento de componentes, produtos e sistemas eletrônicos competitivos. No campo da análise e da qualificação de confiabilidade, os processos e modelos adotados pelo CALCE foram padronizados para análises de sistemas eletrônicos baseadas na física da falha (PoF).
Dentre outras oportunidades, a visita feita pelos pesquisadores brasileiros ao CALCE possibilitaram o início de um trabalho colaborativo nas áreas de diagnóstico de falhas em módulos de potência de IGBTs e ultracapacitores. Foi cedido ao laboratório Tesla, sem custos, o software SARA (Simulation Assisted Reliability Assessment), o SARA é um sistema desenvolvido pelos pesquisadores do CALCE que usa uma metodologia baseada em princípios da física da falha para determinar se um sistema ou componente pode atender a requisitos definidos de ciclo de vida com base em materiais, geometria e características operacionais. Com o SARA é possível fazer a simulação de modelos computacionais de um projeto eletrônico por meio de modelos físicos e matemáticos, possibilitando a avaliação da robustez do projeto antes da etapa de fabricação.
A parceria, ainda em fase inicial, caminha para a pesquisa colaborativa, inicialmente com os doutores Michael Azariam e Michael Osterman, mas pode representar um importante passo para avanços na área de confiabilidade, possibilitando ainda estágios e visitas de outros pesquisadores e estudantes envolvidos com trabalhos na área.

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