A Usina Fotovoltaica (UFV) TESLA (Figura 1) está instalada na cobertura do Bloco I da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A mesma está regulamentada como micro geração distribuída fotovoltaica através da Resolução Normativa (RN) nº 482 / 2012 (atual RN nº 687 / 2015), da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), e registrada no Banco de Informações de Geração (BIG) da ANEEL.
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Figura 1 - UFV TESLA: (a) vista superior da cobertura Escola de Engenharia UFMG; (b) geradores fotovoltaicos; (c) estação solarimétrica Tesla; (d) célula de referência; sala dos inversores (e) vista I e (f) vista II.
Os recursos para a construção da UFV TESLA foi proveniente do projeto de P&D 0047-0060/2011 da chamada nº 13 / 2011 da ANEEL, com financiamento da COELBA – Grupo Neonergia e com execução do Laboratório TESLA Engenharia de Potência do Departamento de Engenharia Elétrica da UFMG (FOUREAUX et al., 2016). A usina foi construída para o atendimento de diversos objetivos, dentre os quais se destacam:
A UFV TESLA tem área disponível de 439 m2, entretanto, antes da instalação, foi necessário a remoção do telhado e a impermeabilização da laje. Na micro usina solar foram instalados 152 módulos fotovoltaicos (257 m2) de tecnologia de silício policristalino (245 Wp / módulo - Yingli 245P-29b), orientados para o norte geográfico com azimute de -7o graus e inclinação fixa de 25o, sendo organizados em três arranjos (módulos em série (strings) / strings em paralelo), ou seja, arranjo 1 com potência de 13,965 kWp, arranjo 2 com potência de 12,25 kWp e arranjo 3 com potência de 11,025 kWp.
Os três arranjos fotovoltaicos juntos totalizam uma potência instalada de 37,24 kWp. Para a avaliação de diferentes tecnologias de conversores estáticos foram adotados três inversores fotovoltaicos de fabricantes distintos e com potências nominais diferentes. Os mesmos foram acoplados aos três arranjos fotovoltaicos da UFV Tesla:
Para uma melhor compreensão da distribuição dos arranjos fotovoltaicos da UFV TESLA, a Figura 2 apresenta o diagrama elétrico que demonstra a distribuição de módulos por inversor e a conexão com a rede elétrica c.a.
Na Figura 3 temos a distribuição espacial das strings / por inversor. Além disso, as Tabelas 1, 2, 3 e 4 apresentam características técnicas da micro usina solar, dos módulos e inversores fotovoltaicos instalados na UFV TESLA.
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Figura 2 - Diagrama elétrico da UFV TESLA. |
Figura 3 - (a) Distribuição string / inversor em relação à área da Usina. (b) Disposição espacial das strings (vista lateral) |
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A usina possui um sistema supervisório com interface serial RS485 e taxa de atualização de 5 minutos. São monitorados os seguintes dispositivos / parâmetros:
Cabe salientar que a UFV TESLA possui uma base de dados oriundas da estação solarimétrica TESLA e célula de referência a partir de fevereiro/2016. Já os dados da produção de energia elétrica da usina passaram a ser registrados a partir de outubro/2016, com a operação de todos os inversores (Antunes, H., 2018). A Figura 4 ilustra a irradiância global, em plano horizontal, medida pela piranômetro da estação solarimétrica TESLA e no plano inclinado através da célula de referência, para o dia 14 de outubro de 2017. Na mesma figura também é apresentada a temperatura ambiente e temperatura no interior da célula de referência, que se equivale a temperatura interna dos módulos de silício da usina.
Figura 4 - Irradiância global, em plano horizontal, (piranômetro) e no plano inclinado (célula de referência), temperaturas ambiente e no interior da célula de referência para o dia 14 de outubro de 2017.
A Figura 5 apresenta a potência ativa medida na saída de cada um dos inversores da usina, ao longo do dia 15 de setembro de 2017. Por volta das 12 horas, ocorre a maior injeção de potência ativa na rede elétrica. O inversor 1, de maior capacidade nominal da usina, injeta 10 kW na rede, enquanto os outros dois fornecem 8,5 kW e 7,9 kW respectivamente.
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Figura 5 - Potência ativa medida na saída de cada um dos inversores da usina. |
Figura 6 - Comparação entre a energia produzida pela UFV TESLA e estimada por software. |
Além dos parâmetros monitorados / coletados descritos acima, a UFV Tesla, em parceria com o Laboratório de Termometria (LabTerm) do Departamento de Engenharia Mecânica da UFMG, conta também com dados solarimétricos / meteorológicos de estação solarimétrica do Labterm localizada próxima à área dos módulos fotovoltaicos / estação solarimétrica TESLA, ver Figura 1 (a), a Figura 7 apresenta a estação solarimétrica do Labterm.

Figura 7 – Estação solarimétrica LabTerm instalada próxima a UFV TESLA.
A estação LabTerm é composta por dois piranômetros da EKO Instruments (modelo MS-80), com resposta de 95% em 0,5 s e sensibilidade de 10 ?? ?−1?² para medição de irradiância global e difusa (plano horizontal); um pireliômetro da EKO Instruments (modelo MS-56), com resposta de 95% em até 1,0 s e comprimento de onda entre 0,2 e 4,0 ?? para medição de irradiância direta; um espectrorradiômetro da EKO Instruments (modelo MS-720), com comprimento de onda entre 0,35 e 1,05 ?? e tempo de exposição de 0,005 s a 5 s para medição do espectro de radiação solar; um rastreador de Sol, também da EKO Instruments (modelo STR-22G), com resolução angular de 0,009° e precisão de 0,01°; um sistema de aquisição de dados da Campbell (modelo CR6). Além destes equipamentos, o arranjo conta com uma estação compacta da Lufft (modelo WS600-UMB) para medição de velocidade e direção do vento, temperatura ambiente, pressão atmosférica, pluviosidade e irradiância solar global no plano horizontal (Ferreira, R., 2018).
Parceiros: COELBA - ANEEL
| Local | Escola de Engenharia da UFMG - Belo Horizonte - MG |
| Início | Janeiro de 2015 |
| Status | Concluído/ativo |
Prof. Braz de J Cardoso Filho - Coordenador
Prof. Sidelmo Magalhães Silva
Prof. Porfirio Cabaleiro Cortizo
Prof. Igor Amariz Pires
Prof. Lenin Martins Ferreira Morais